domingo, 26 de setembro de 2010

26/09 - Gal Costa: 65 anos de muito 'Brilho e Beleza'

23/09/10 - Gal Costa Barato total
Fonte: IstoÉ Gente - Por Aina Pinto
Material disponibilizado no 'Site Oficial' de Gal Costa


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Aos 65 anos, a cantora volta aos palcos brasileiros, prepara CD em parceria com Caetano Veloso, define o momento atual como "feliz" e se encanta com fãs que coleciona na internet

GAL COSTA É UM CASO RARO. É dona de um timbre sem igual, com um repertório quase irretocável em seus 35 discos e 45 anos de carreira, e com uma técnica que já deixou americanos embasbacados. “Seu tom se ilumina dramaticamente e, de repente, o que era linguagem se torna puro som”, escreveu o crítico do New York Times, impressionado com um simples “a” no final das palavras cantadas por ela. Raros também foram seus shows e entrevistas no Brasil nos últimos quatro anos. Mas ela não é uma pessoa difícil. Se nos anos 70 era acessível aos fãs e amigos nas praias cariocas, agora conversa com eles em redes sociais na internet. No Facebook, tem quase 5 mil amigos e, no Twitter, mais de 21 mil seguidores, para quem ela fala sobre viagens, dá dicas de músicas (como vídeos de Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, por exemplo), conta da vida em família e dá atenção a quem quer conversar. Agora, aos 65 anos completados no domingo 26, Gal tem seus discos relançados pela Universal Music em um box e volta aos palcos nacionais com o show inédito Total, em apresentação única, na sexta-feira 1º, no Teatro Anhembi, em São Paulo. Nesta entrevista à Gente, por e-mail, a cantora fala do show, do contato com os fãs, do gosto por jogos online. Parece só perder a paciência quando o assunto são as cobranças para que ela mantenha uma postura rebelde como a que tinha no início da carreira. E também não dá espaço para saudosismo. Está ocupada com o presente ao lado do filho, Gabriel, 5, e de olho no futuro, trabalhando em um CD com Caetano.

‘‘Eu gosto de ter a minha idade. Me trouxe sabedoria para enfrentar a vida”

Por que tanto tempo sem fazer shows no Brasil? Foi você quem quis esse tempo?
Tive muitos convites para cantar fora do País e os aceitei. No Brasil, trabalhei em eventos fechados e tenho feito alguns poucos shows.

Como surgiu a ideia para fazer esse show?
O (Manoel) Poladian, empresário paulista, convidou-me e aceitei. Canto meus sucessos, um repertório variado de diversos compositores brasileiros que gravei ao longo da minha carreira. São canções de (Dorival) Caymmi, Caetano, Djavan e tantos outros de que gosto.

Como será o disco produzido por Caetano? Como decidiram voltar a trabalhar juntos?
Ainda é muito cedo para falar sobre esse projeto. Já estamos trabalhando nesse disco. Estou muito contente de voltar a trabalhar com Caetano e, pela primeira vez, com meu afilhado, Moreno Veloso.

As críticas ao Live at the Blue Note (lançado no Brasil em 2008) no Exterior foram muito elogiosas. O mesmo acontece quando se apresenta em outros países. Já pensou em viver fora?
Gosto de cantar pelo mundo e no Brasil também, é claro. Confesso que já pensei em viver fora. Não porque não goste do meu País, mas porque sou mesmo meio cigana, gosto de mudar e mudar. Mas já me dedico à minha carreira internacional há muitos anos.

Há cantores que dizem ouvir pouca música quando não estão trabalhando. Você gosta? O que costuma ouvir?
Ouço as músicas com as quais estou trabalhando. Mas não ouço muita, não.

O que há de melhor e de pior em ter mais de 60?
Não há nada de ruim. Na vida, nunca temos tudo! Tudo é bom e também difícil. Eu gosto de ter a minha idade. Me trouxe sabedoria para enfrentar a vida.

Há quem lhe cobre uma postura rebelde, como no início da carreira. Como se sente em relação a essa cobrança?
Minha história está escrita e há ainda muito o que fazer. Acho uma tolice e uma burrice cobrarem esse tipo de coisa. Rebeldia pode significar muitas coisas e eu ainda sou uma rebelde à minha moda.

Dos tempos de início de carreira, do que mais sente saudade?
Não sou saudosista. Nem um pouco. Gosto de viver o presente e pensar no futuro.

Como é sua relação, hoje, com Gilberto Gil, Caetano e Maria Bethânia?
Tenho estado perto de Gil e Caetano. Sempre foi assim. De Maria Bethânia tenho estado afastada. Não a tenho visto ultimamente.

Qual sua maior vaidade? Ter feito história na música, a beleza, a voz, os rumos que deu a sua vida, sua carreira? O que a deixa orgulhosa?
Acho que um pouco de tudo, mas, principalmente, ter sido verdadeira. Nasci para cantar. Isso foi o que sempre quis e o que quero sempre.

E arrependimento?
Nenhum.

Como vê a presença de jovens nos seus shows, ou acompanhando seus perfis no Twitter e no Facebook? E como se sente com o interesse deles por seus primeiros discos? O que acha que chama a atenção deles?
É maravilhoso. Fico impressionada com a quantidade de jovens que conhecem meu trabalho, não somente o da fase tropicalista. Isso é espetacular! Eles costumam dizer no Twitter que cantoras brasileiras podem ser classificadas em "antes e depois da Gal Costa".

Tem ideia de quantos "boa noite" recebe no Twitter e no Facebook?
São vários e adoro isso. Sou o que sou na internet. Gosto de ser delicada com todos os que gostam de mim.

No Facebook, você joga Farmville. E já contou no Twitter que também joga Xbox. Gosta de jogos? Tem algum preferido? É boa jogadora ou do tipo que nunca chega à última fase?
No Facebook, jogo Farmville e Cafe World. Adoro! E jogo Xbox com meu filho. Adoro esses joguinhos e também assisto com meu filho a todos os desenhos que compro pra ele. Amo!

Também no Twitter, você costuma contar das brincadeiras com seu filho, do que tem feito e, agora, da volta aos palcos. Parece um momento feliz, tranquilo. É isso mesmo? Algum motivo especial?
Momento feliz, sim! Trabalho novo, tesão em cantar, filho lindo que tenho. A vida é muito boa!

*PS: A entrevista acima ainda não foi lançada nas bancas, mas fiquei super feliz em ver as atualizações no site oficial da nossa Gal. Bacana!

2 comentários:

Anônimo disse...

Vida longa Gal Costa!

Que todos os Deuses, Anjos, Espiritos de Luz e Orixás da Bahia, reverenciem, Renovem e Eternizem (para nossa felicidade)você neste e em todos os outros dias da sua vida.

Axé!

Ana

Francorebel disse...

Não tem como não amar essa mulher, gente, coisa mais linda...